Episode 32

May 12, 2024

00:28:29

Mãe - A Esperança de Vida!

Mãe - A Esperança de Vida!
Está Escrito Canadá
Mãe - A Esperança de Vida!

May 12 2024 | 00:28:29

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Show Notes

Neste episódio especial, Rebeca e Douglas Pereria apresentam a importância das mães na formação e educação dos filhos. Recebemos também a visita de Patricia Ferreira Lopez que compartilhou a sua experiência pessoal na formação da sua filha e como ela escreveu um livro para auxliar a sua filha a navegar uma situação de bullying na escola.

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Episode Transcript

[00:00:00] Speaker A: Há mais de um século, no estado de Alabama, uma mãe chamada Kate Keller enfrentou um grande desafio. Sua filha, Helen, foi acometida por uma grave doença aos 18 meses de idade, o que resultou na perda de sua visão e audição. Kate se recusou a aceitar que sua filha estivesse fadada a uma vida de trevas e silêncio. Ela iniciou uma jornada incansável, buscando alternativas de se conectar com sua filha e ainda ajudá-la a compreender o mundo. Foi então que Kate encontrou uma luz de esperança em Anne Sullivan, uma jovem professora que, com a ajuda dessa mãe, trabalhou para romper as barreiras de comunicação com Helen. [00:00:45] Speaker B: Usando a língua de sinais, Annie começou a ensinar a Helen as palavras que representavam objetos, sentimentos e conceitos abstratos. Esse início não foi nada fácil, mas com muito amor e persistência, Kate, a incansável mãe, encorajou sua filha a permitir que ela se tornasse uma inspiração para milhões de pessoas ao redor do mundo. No episódio de hoje, iremos refletir sobre o papel primordial da mãe na vida de seus filhos e como Deus nos ajuda a entender o seu amor por nós, através de nossas relações humanas. Começa agora o Está Escrito, Canadá. Fonte de inspiração e conforto por séculos, iluminando o caminho para uma vida plena. Está escrito, apresentando Jesus, aquele que ama, liberta, cura, capacita e envia pessoas para cumprir a missão do reino. [00:02:09] Speaker A: Um feliz Dia das Mães! Aqui no Canadá, como em muitos outros locais do mundo, celebramos as mães no segundo domingo de maio. Todos nós reconhecemos a importância das mães e do Dia das Mães, e certamente não estaríamos aqui sem elas. Mas cada um de nós tem uma história e uma experiência diferente quando pensamos em nossas mães. Para alguns, o Dia das Mães é um dia desafiador. que pode trazer memórias difíceis e dores, mas para outros é um dia cheio de sorrisos e alegres risos. Alguns de nós podem ter vindo de lares desfeitos. Alguns perderam a mãe muito cedo ou nunca a tiveram. Outros, talvez, podem não estar demonstrando à sua mãe o respeito que deveriam ou podem estar negligenciando o amor que vem de sua mãe. Alguém também pode se encontrar em uma circunstância em que é simplesmente desafiador amar. A realidade é que a jornada da vida traz vários desafios e alegrias, tanto na maternidade quanto no ser mãe. [00:03:19] Speaker B: Mas uma coisa é certa, Deus criou e encarregou as mães para refletir o amor e a graça de Deus. Visivelmente, nas escrituras, o Senhor colocou as mães em um patamar elevado e sua intenção era que as mães fossem uma obra-prima. Sabendo disso, nós, como cristãos, devemos ser compelidos a sempre ir além por causa de nossas mães. Sei que, para muitos, isso é bem mais fácil falar do que fazer. Não importa a circunstância em que nos encontramos, temos a certeza de que a graça e o amor de Jesus superam qualquer dor, memória despedaçada ou luta que possamos enfrentar. O Deus do amor, da graça, da cura, do perdão e da reconciliação pode nos ajudar nas mais diversas circunstâncias. Através de Cristo Jesus, podemos refletir em nossos relacionamentos o amor e a experiência que vivemos com Deus. Através dEle, podemos vivenciar, inclusive com a nossa mãe, as verdades bíblicas de Efésios 4, 32. Sejam bondosos e compassivos uns com os outros, perdoando-os de si, mutualmente, assim como Deus os perdoou em Cristo. [00:04:46] Speaker A: No entanto, se você se encontra em uma relação amorosa, pacífica e saudável com sua mãe, dê graças e louve a Deus por sua mãe. Celebre a vida e memória, lembrando que as mães devem ser honradas e que devemos cuidar delas, pois elas cuidaram de nós quando éramos crianças. Como diz Provérbios 31, 28, seus filhos se levantam e a chamam de abençoada e seu marido a elogia. Portanto, independentemente da situação, devemos nos agarrar ao amor de Cristo e valorizar aquelas que cuidaram de nós como nossas mães amorosas. Conforme nos diz Tiago 1,17, toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do Pai das luzes, com o qual não há mudança nem sombra de variação. [00:05:40] Speaker B: Interessante notar que costumeiramente entendemos Deus como um pai, mas a Bíblia em vários momentos pincela Deus como uma mãe e com características específicas da paternidade. Em Deuteronômio 32, 11, vemos Deus cuidando de seus filhos com um amor profundo e protetor, como o de uma aga que vela sobre seus filhotes. Deus nunca esquece seus filhos, assim como a mãe não esquece o bebê que a amamenta. Pode a mãe se esquecer do filho que ainda a ama? Pode deixar de sentir amor pelo filho que ela deu à luz? Mesmo que isso fosse possível, eu não me esqueceria de vocês. Deus conforta seu povo como uma mãe que acalenta seu filho. Eu os consolarei em Jerusalém como a mãe consola seu filho." Até mesmo a ira de Deus é comparada à de uma ursa-mãe que teve seus filhos roubados, como vemos em Hoseias 13, 8. Isso nos mostra o quão intenso o amor de Deus por seu povo e quanto Ele está disposto a defendê-los. [00:06:55] Speaker A: Queridos amigos, queridas amigas, que possamos celebrar essas características maternas de Deus neste Dia das Mães, reconhecendo Sua ternura, Seu cuidado e Sua proteção. Que Sua presença amorosa nos encha de esperança e nos inspire a refletir Seu amor em nossas próprias vidas. E é com o coração transbordando de gratidão que queremos dizer a todas as mães, parabéns! Do fundo do coração desejamos que vocês carreguem com orgulho o nome de Mãe. Sim, que vocês possam preservar o bem-estar e a felicidade do lar familiar para sempre. Que sejam as mães mais amorosas, atenciosas, responsivas, queridas e gentis do mundo. Que este Dia das Mães seja repleto de carinho, celebração e muita felicidade. Vocês merecem todo o nosso respeito e admiração. Feliz Dia das Mães! O Está Escrito Canadá está organizando uma Mission Trip a São Tomé e Príncipe com as nossas ações de 20 a 27 de julho de 2024. Durante a nossa Mission Trip, você poderá ter a oportunidade de ser as mãos e os pés de Cristo. vindo conosco ou patrocinando as nossas iniciativas nas comunidades locais com dedicação inabalável. Seja fornecendo ajuda essencial, cuidando de crianças, distribuindo bíblias ou construindo salas de aula ou igrejas, seus esforços farão uma diferença tangível e duradoura na vida das pessoas que estaremos servindo. [00:08:33] Speaker B: Esta Mission Trip a São Tomé e Príncipe é mais do que uma simples viagem, é uma oportunidade de ser um catalisador de mudanças, de causar um impacto duradouro e de agradecer a Deus por aquilo que ele tem concedido a você. [00:08:51] Speaker A: Venha conosco nessa jornada, viajando conosco ou doando hoje para realizar um profundo impacto na vida daqueles que serviremos em São Tomé e Príncipe. Agende um momento conosco para entender melhor o projeto e explorar como você pode contribuir de forma significativa com essa iniciativa em São Tomé e Príncipe. [00:09:10] Speaker B: Doe agora mesmo, clicando no botão doação em nosso website estáescrito.ca e escolhendo o destino de sua doação em parto São Tomé e Príncipe. Lembre-se das palavras de Cristo, que ao fazermos o bem a alguém, estamos fazendo ao próprio Cristo. Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. [00:09:41] Speaker A: Faça a diferença hoje. Comprometa-se com o impacto São Tomé e Príncipe. Seja muito bem-vindo, muito bem-vinda ao Está Escrito Canadá e um feliz dia das mães. Para celebrar esse dia tão especial, nós temos conosco hoje a querida Patrícia Ferreira Lopes. Ela escreveu um livro incrível chamado My Crowning Glory, uma carta de amor para a filha dela. E hoje a gente vai estar explorando um pouco sobre esse livro e as vivências da Patrícia. A Patrícia, ela é líder, diretora do departamento, da Mulher e do Departamento das Crianças, na Conferência de Ontário. E é muito bom ter você aqui, Patrícia. Seja muito bem-vinda. [00:10:29] Speaker C: Muito obrigada, é um prazer estar aqui com vocês. [00:10:33] Speaker B: Mas antes da gente entrar e falar desse livro que é tão lindo, tão emocionante, Fala um pouquinho, quem é a Patrícia? Onde você nasceu, Patrícia? [00:10:40] Speaker C: Eu nasci em Portugal e eu vim para o Canadá quando tinha cinco aninhos. Por isso é que eu tenho o sotaque que tenho, meio português, meio canadiano. E eu vivi em uma cidade de London, Ontario. Até, pronto, viajar um pouco. Os meus pais sempre chamam-me um bocadinho de uma cigana, que eu gosto de viajar. E acabei por vir para aqui e casei-me com um mexicano. E temos uma filhinha de 12 anos. [00:11:08] Speaker B: Nossa, então, portuguesa, cresceu no Canadá, casou com mexicano, que salada, que mistura linda. [00:11:15] Speaker C: Yes, eu acho que sim. [00:11:18] Speaker A: E você escreveu esse livro, queria saber um pouquinho, conta pra gente da história de como esse livro aconteceu. [00:11:24] Speaker C: Então, eu sempre gostei de escrever. Desde pequenina, meus pais sempre diziam que eu andava sempre com o livrinho a escrever coisas, sempre gostei de escrever histórias. Mas nunca tinha a coragem de fazer um livro, não sei, confiança, qualquer coisa assim. E o que aconteceu é que a minha filhinha, quando tinha oito anos, ela chama-se Amelie, ela sempre foi uma criança com muita confiança. Muito brincalhona, sempre contando piadas. Pronto, uma miúda cheia de personalidade. Não sei quem ela sai. Ela tinha oito aninhos e ela chegou para casa e estava um pouco mais séria. Isto é uma miúda que nunca está séria. E ela não dizia nada, e eu pensei, bom, teve um mau dia na escola, como as crianças têm, né? E depois passou, estava caladinha, não queria comer, não disse nada. Pronto, talvez não sentisse bem. E ela foi para a cama. Quando eu a fui encontrar na cama, ela estava a chorar. [00:12:27] Speaker A: E eu disse, então filho, o que. [00:12:28] Speaker C: É que se passou? E ela não conseguia dizer, houve um tempinho que não conseguia falar. E eu disse, mas diz à mamãe o que é que aconteceu. E ela disse, um menino na escola fez pouco das sobrancelhas dela, porque pronto, é português e mexicano, é claro que vai ter cabelo. E ela tem as sobrancelhas pegadas, aqui tinha, quando tinha oito aninhos. E ela disse que ele fez pouco dela. E chamou nomes muito feios. E eu estava a tentar aconselá-la e eu disse, pronto, passa, não esquece isso. E ela disse uma coisa que partiu meu coração. Ela disse, mamã, eu não sabia que eu era feia até hoje. Imagina a sua filha a falar isso. Com oito aninhos. E eu notei nos dias, as semanas depois, que a confiança dela começou a descer, a descer, a descer. E eu não sabia o que fazer. Fui falar com as minhas amigas, outras mães. Algumas diziam, opa, leva ela a alguém que tiram e pronto, o assunto está resolvido. E outras mães diziam, esquece, está uma fase. Isto acontece com miúdos, deixa estar. Mas não sei, os dois lados não sentavam-se bem, porque Por um lado é dizer, ok, vou ignorar os teus problemas, os teus sentimentos não valem. Por outro lado, é como dizer, olha, alguém diz-te alguma coisa, tens de mudar. Então, estava aqui a remoer, não sei o que é que ia fazer, até que chegou uma noite, que ela outra vez estava bem tristinha, e o pai dela, que só fala espanhol com ela, que isto aqui é uma salada russa na nossa casa, E ele disse para ela, eu estava a ouvir à porta e ele disse para ela, mas filha, as tuas, ele disse em espanhol, tu cerras só a corona dos teus olhos. Que é, as tuas sobrancelhas são as croas dos teus olhos. Em inglês há uma expressão que é, my crowning glory, que usualmente é falando do cabelo. Mas eu pensei, my crowning glory, a corona dos teus olhos é como a croa dos olhos. E começou a vir um poema, que eu gosto de escrever, né? E eu passei, ou seja, acredito que eu passei a noite toda, não dormi, nem um bocadinho, a noite toda na sala a escrever, a escrever, a escrever, a escrever. O meu marido acordou de manhã. Então, o que estás a fazer aqui? E eu disse, eu acho que eu sei como é que eu vou resolver este problema. Eu vou escrever um livro para a nossa filha. Então, veio My Crowning Glory. Foi assim que começou. [00:15:05] Speaker B: Que história linda. A gente tem que escrever muito, seja para questões acadêmicas, escola, ou até para o que está escrito, escrever os scripts dos sermões. É difícil, não é fácil. E ver alguém escrevendo livro, quando eu vejo um autor, conheço um autor, eu fico, assim, feliz de conhecer, porque você conta o trabalho. E entendendo a história, porque você escreveu esse livro, um poema para sua filha, que sofreu de um aspecto tão cruel, o bullying, né? Muitas vezes a gente entende que 8 anos que ela não teve uma maldade, mas impacta. Ela realmente, em primeiro lugar, eu quero parabenizá-la, sabe? Como mãe e como autora desse livro. [00:15:49] Speaker C: Obrigada. E uma coisa que nós talvez não pensamos é que algumas vezes é só uma coisa que acontece na nossa vida. que muda a maneira que nós pensamos. Um momento que acontece quando nós somos crianças, que se não há um adulto, uns pais ou um professor que vem e conversa com aquela criança e muda o aspecto, eles ficam com aquela semente negativa para o resto da vida. E algumas vezes têm conclusões muito feias. Então, principalmente com as meninas e a sua aparência, nós fomos feitos na imagem de Deus e eu quero que a minha filha sempre tenha isso na mente e não está se comparando ao mundo. Então, isto aqui foi, apesar que foi uma coisinha pequenina, foi uma coisa grande, foi um momento crítico na vida dela e eu queria muito bem fazer a coisa certa para ajudá-la, para não ficar lá marcada. Faz sentido. [00:16:51] Speaker A: Muito sentido. E é emocionante ouvir como você se dedicou pra ela nesse momento pra expressar esse amor, né? Pra explicar pra ela, você é importante. O que você talvez esteja desconfortável é sua crowning glory. Isso é muito lindo. E como que ela se sente com essa questão de ter um livro pra ela? [00:17:09] Speaker C: Então, eu vou ser sincera, ela tem sentimentos misturados, porque quando eu comecei a escrever o livro e ela é uma artista, adora desenhar e criar, então essa parte adorou. E ela adorou ser parte do processo. Mas agora, a atenção que as pessoas estavam a dar sobre esta questão das sobrancelhas, ela ficou um pouco assim, vergonhada. Porque ainda tinha aquela coisa na cabeça. Então, com o tempo, tem estado melhor. Mas sim, é aquela sensação misturada. E a outra coisa é que não fui só eu, mas houve muitas pessoas. Eu fiz uma campanha no Kickstarter que E eu queria lá mostrar para ela, e eu vou mostrar aqui no livro, todas as pessoas nestas páginas, ok? Teve mais de 200 pessoas que ajudaram com o livro para poder imprimir. Pronto, a impressão não é barata. E eu queria que ela visse que cada pessoa que nós embrulhávamos um livro para ela era para mandar uma mensagem para ela. Tu és o suficiente como tu és. Tu não precisas te mudar. E cada pessoa que comprou um livro e ela ajudava a embrulhar e a pôr dentro dos envelopes, esta pessoa aqui está a te dar uma mensagem. Não é só a mamã ou o papá, mas é outra pessoa aqui está a te dar a mesma mensagem. Tu és o suficiente. Tu não precisas te mudar. Da maneira que tu és. [00:18:42] Speaker B: Que coisa linda, que coisa... Que ministério, que lindo! E é envolvendo ela nessa distribuição dos livros, e a gente agradece aqueles que contribuíram financeiramente, né? [00:18:52] Speaker C: Muito, muito. [00:18:53] Speaker B: Porque não tem como publicar um livro do nada, né? É verdade. Ao você fazer esse livro, e quem sabe uma outra menina recebendo esse livro, ela pega e começa a ler. O que você gostaria que essa criança levasse ao ler esse livro? [00:19:10] Speaker C: Sabe o que é interessante? É que isso já me aconteceu. Porque eu também sou professora, já sou professora há 25 anos, só comecei este trabalho recentemente e tive outras colegas de outras escolas que compraram um livro para as suas classes e havia meninas que na mesma situação. E para ouvir destas professoras que vêm falar comigo e dizem, esta menina, por ler este livro, sentiu-se identificada. Alguém está-la a ver de uma coisa que talvez alguém não nota, mas é uma coisa pequenina que ela anda com ela todos os dias. Então, para essa criança e todas que têm que tem a alta estima baixa por causa de um aspecto físico. Eu quero dizer para elas que Deus te adora e ama da maneira que tu és. E tu és perfeita. E não precisas te mudar. Não deixes o mundo mudar a maneira que tu olhas para ti mesmo. Não ouves isso porque não é verdade. E é o inimigo a tentar-te mudar. E eu quero muito que, eu quando ensinava, eu dizia sempre aos meus estudantes, tu és perfeita maneira e Deus te fez. Não te esquece disso. Deus não faz erros. E para a minha filha e para todos os meninos, eu quero que eles saibam isso. [00:20:32] Speaker A: E nesse livro você começa um diálogo, né? As pessoas que adquirem esse livro, elas começam a entender que é importante a gente criar espaços para abordar o que deixa desconfortáveis as nossas crianças. Mas como pais, mães, a gente sabe que isso não é fácil. O que você diria para o pai ou mamãe que está assistindo o programa agora e talvez esteja lidando com esse aspecto do bullying ou a criança se sentindo insegura com alguma questão da escola? Você tem alguma mensagem para essas pessoas? [00:20:59] Speaker C: Sim. O que eu queria dizer para os pais é para não... não give up. Como é que se diz não give up em português? Não desiste. Desculpa, as palavras não vêm. O meu inglês não está lá. Então, não desiste de ter aquelas conversas. Porque o que é que vai acontecer com aquela criança? Vão ter momentos que não querem falar. E dependendo da situação, talvez não falam mesmo. E talvez a personalidade muda um pouquinho, ficam mais agressivos ou mais tristes. E uma pessoa não sabe o que fazer, mas é ir ao fundo, ir à raiz e saber mesmo o que é que está acontecendo aqui e ter aquela conversa. E uma conversa com paciência, com muito amor, com muito carinho, mesmo se a criança está a ser um pouquinho, a puxar um bocadinho para trás, ter aquela paciência e saber, espera aí, isto aqui não é quem tu és. Isto aqui não és tu a falar. O que é que aconteceu para tu chegares a este ponto? Vamos conversar. E conversar e conversar para poder chegar àquele ponto, para começar a ter aquele healing, a superar. o que aconteceu, para mudar a jornada, para não ir para aquele lugar escuro, mas para mudar. Faz sentido? Faz muito sentido. [00:22:12] Speaker B: E Patrícia, aqui, antemão, eu quero dizer para você, eu quero agradecer você por estar convosco, por ter escrito esse livro, e a gente teve um privilégio muito grande de tê-la como professora do nosso filho, Cristofer. [00:22:24] Speaker C: Foi um prazer. [00:22:25] Speaker B: E a gente viu como ele cresceu amadureceu tendo uma pessoa nessa perspectiva. O Cristo foi um pouco mais inseguro e você sempre motivava ele. Eu quero escutar a sua voz, o que que você acha? E você fez um impacto na nossa família. [00:22:43] Speaker C: Muito obrigada, foi um prazer. É uma bênção, seu filho. E ele é um líder, mas simplesmente é ajudá-lo a saber isso. Você chamava ele de quiet leader, né? Quiet leader. [00:22:57] Speaker B: E eu penso que esse ministério que você fez é um ministério que pais, vizinhos, líderes religiosos, amigos, precisam fazer para criar uma nova geração. A geração que a gente enfrenta hoje é uma geração fraca porque nós não educamos como deveríamos. Como educadora, como mãe, como essa pessoa maravilhosa, que conselho você daria para a gente tentar mudar e criar novas crianças confiantes em si mesmas? [00:23:33] Speaker C: É enfrentar esta situação, como falamos. Enfrentar e ter essas conversas que são difíceis. Começa assim e empoderar, essa palavra existe, a criança para poder dizer, não, espera aí, vamos ver aqui a diferença. Isto aqui vem de Deus ou não? E aí ver bem e ajudar a criança a ver, espera aí, isto aqui não é uma coisa natural, não é positivo, não é bonito, não é tudo o que o Romano nos fala, não é? Isto aqui não vem de Deus e eu não vou acreditar estas palavras, eu vou acreditar as pessoas com quem eu confio, no meu Deus, na minha família, nos amigos que me querem e ver as coisas, enxergar, como eles dizem, bem, não é? Porque senão, Pronto, podem ir para aquela outra base e sempre ter aquela conversa para a criança fazer a decisão, para ter aquela autoestima e aquela confiança para ser líder. Porque o problema é que eles ficam ouvindo o mundo, ouvindo o TikTok ou o social media e pensam, ah, isto aqui é a minha realidade, mas na realidade não é. E quando nós temos aquela reação com os nossos pais, confiamos nos nossos pais mais do que o social media, que é uma competição enorme, não é? O Facebook, o Instagram, o TikTok e companhia limitada. [00:25:00] Speaker A: E eu acredito que você deixou aqui um exemplo muito claro do que é uma mãe que constrói a autoestima da filha. A gente sabe que o pai e a mãe têm papéis complementares dentro de lá, mas você deixou esse exemplo. Tem mais alguma coisa que você gostaria de deixar aqui sobre como construir a autoestima de uma menina, de uma criança como mãe? [00:25:20] Speaker C: Prestar atenção. A gente tem de prestar atenção. Nós também andamos... Eu digo sempre que há uma doença de busyness, de estar sempre ocupados. E eu sei, sendo portuguesa, o que nós sabemos mais é arrasar as mandas, vamos trabalhar, vamos à vida. Pronto, tens comida, tens roupa, estás bem, vamos embora. Mas o que acontece nessa narrativa é que algumas vezes nós não estamos a prestar atenção no que está acontecendo com os nossos filhos. E algumas vezes eles estão passando por fases muito difíceis. E nós não estamos a ver porque estamos tão ocupados na nossa vida. Como mães, principalmente, temos que prestar atenção e ver o que está acontecendo aqui com a minha filha. Como os ingleses dizem, fazer um check-in todos os dias. Como é que tá o teu dia? Como é que tu tá? Conta-me dos teus amigos. Conta-me da tua vida. O que é que tá passando contigo? E conhecer realmente quem tá na tua casa. Porque os filhos são uma bênção de Deus. E isso é um privilégio e uma responsabilidade muito grande. [00:26:25] Speaker B: Que lindo. Nós fomos perfeitamente criados por Deus. [00:26:29] Speaker C: Amém. [00:26:30] Speaker B: Criados à imagem e semelhança de Deus. [00:26:33] Speaker C: É verdade. [00:26:33] Speaker B: O nosso valor não está ligado com aquilo que temos, a nossa educação, os títulos, a nacionalidade, o nosso valor está em Deus. E eu acho que esse livro representa essa verdade. Vamos encerrar com uma oração? Querido Pai, obrigado por nos criar de forma tão maravilhosa. Obrigado por nos abençoar com este dom de sermos feitos a imagem e semelhança de Deus. Que possamos tratar cada pessoa de acordo com a imagem de Deus. Obrigado pela Patrícia, sua família e esse lindo ministério e esse livro. É no nome de Cristo que nós oramos. Amém. [00:27:14] Speaker C: Amém. [00:27:22] Speaker A: Muito obrigada, Patrícia. Foi um privilégio ter você aqui conosco nos Estados Unidos Canadá. [00:27:26] Speaker C: Obrigada. [00:27:27] Speaker A: E eu imagino que pessoas queiram adquirir esse livro. Como que elas fazem para ter uma cópia do My Crowning Glory? [00:27:32] Speaker C: My Crowning Glory. Então, há duas maneiras. Podem comprar no Amazon, que podem ter a cópia digital ou a cópia mole. E se querem uma coisa um bocadinho mais especial, que é a cópia dura, é no meu website Amelie, que é o nome da minha filha, ameliebluebooks.com. Muito obrigada. [00:27:51] Speaker B: Feliz dia das mães, Rebeca. Feliz dia das mães, Patrícia. E feliz dia das mães pra você. Espero vê-lo na próxima semana. Até lá lembre-se, está escrito, uma pessoa não vive só de pão, mas de toda palavra que vem da boca de Deus. [00:28:25] Speaker C: E aí.

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